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Nave Orion (Artemis) e Sistemas Corporativos

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O que a Nave Orion (Artemis) e Sistemas Corporativos tem em comum?

O objetivo desse post é estabelecer um paralelo entre os sistemas da Nave Orion e os sistemas corporativos. Prioriza-se aqui a cautela de devidas proporções de diferenças abissais entre os mesmos.

Nave Orion – Missão Artemis 2

A nave Orion desenvolvida para o programa Artemis da NASA, representa alguns dos exemplos mais avançados de arquitetura de sistemas críticos até então construídos.

Certamente, muitos dos princípios utilizados na engenharia de sistemas da Orion são os mesmos que orientam o desenvolvimento de plataformas corporativas modernas. Por exemplo, os ambientes SaaS e sistemas resilientes, recuperação de falhas e microserviços.

Carlos Leonel | VocêGestor

Nave Orion (Artemis) e Sistemas Corporativos

Vehicle Management Computers e microserviços

No núcleo da nave está um conjunto de computadores denominado Vehicle Management Computers (VMCs), responsáveis por gerenciar, coordenar e monitorar todos os subsistemas da espaçonave.

De maneira idêntica, nos ambientes corporativos, esses sistemas funcionam como um gerenciador central de microserviços.

Esses microserviços VMC da nave, assemelham-se a plataformas que gerenciam diferentes módulos de um software empresarial, por exemplo: autenticação, processamento de dados e comunicação entre serviços.

Analogia a sistemas empresariais – Redundância Cloud

A espaçonave Orion, da mesma forma, implementa um nível extremo de redundância computacional.

Nesse sentido, diversos módulos executam os mesmos cálculos simultaneamente e validam os resultados entre si. Caso algum sistema apresente falha, outro assume automaticamente, muito semelhante as estratégias de failover. O failover é uma arquitetura moderna onde múltiplas instâncias de serviço garantem alta disponibilidade em serviços cloud.

Analogia a sistemas empresariais – Coleta e monitoramento

O sistema Guidance, Navigation and Control (GN&C), coleta dados a partir de sensores espalhados na estrutura. Ele processa essas informações e toma decisões em tempo real sobre a trajetória da nave.

Nesse sentido, o GN&C é luz para softwares de monitoramento corporativo, que analisa logs para ajustar comportamento de sistemas e reduzir falhas.

Analogia a sistemas empresariais – Análise e inteligência operacional

A Orion utiliza técnicas de navegação óptica, nas quais câmeras e algoritmos analisam imagens da Terra, da Lua e de campos estelares para determinar posição e orientação.

Em analogia com ambientes corporativos, isso lembra sistemas de analytics e inteligência operacional, que utilizam grandes volumes de dados para orientar decisões automatizadas.

Analogia a sistemas empresariais – Tolerância a falhas

Outro ponto fundamental é a tolerância a falhas. Em missões espaciais, não existe a opção de “reiniciar o servidor”. Tudo precisa ser projetado para continuar operando mesmo em condições adversas. Já se perguntou como um dispositivo eletrônico comporta-se na gravidade zero?

Essa prática tem a ver com táticas modernas de engenharia de confiabilidade de sistemas (SRE) utilizadas em plataformas SaaS de alta criticidade.

Analogia a sistemas empresariais – Curiosidades

A Orion utiliza largamente acelerômetros de alta precisão para seu sistema de navegação inercial. Acelerômetros existem por exemplo nos aparelhos celulares, onde usamos para alterar de forma instantânea para virar o aparelho na visualização da tela (retrato ou paisagem).

Outrora – na guerra fria – os aviões de caça SR-71, por causa de sua altíssima velocidade, utilizavam um Sistema de Navegação, que rastreava estrelas (constelações) automaticamente para corrigir sua rota. Nessa época o GPS ainda não existia e um radar padrão não funcionaria.

Plataforma de serviços distribuidos e resilientes

No final, a Orion pode ser vista como uma plataforma distribuída extremamente resiliente, composta por milhares de sensores, algoritmos e subsistemas interdependentes.

Da mesma forma que os sistemas corporativos modernos, o sucesso da missão depende menos de um único componente e mais de um todo.

Por exemplo, a capacidade da arquitetura como um todo de detectar, adaptar e e continuar operando mesmo diante de falhas.

Nave Orion (Artemis) e Sistemas Corporativos – o que podemos aprender

Para empresas que desenvolvem software corporativo, a lição é clarírrisma.

Em resumo, a resiliência, observabilidade e automação não são apenas boas práticas, são pré-requisitos para operar sistemas complexos em ambientes críticos.

Resumo – Nave Orion (Artemis) e Sistemas Corporativos

Microserviços redundantes, multi-region cloud, failover automático, baixo acoplamento, APIs bem definidas.

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